"Estou deitada sobre o meu leito. Alma em dor, o corpo em pranto, lágrimas descem frias, mudas e sós.E em lágrimas, e o presente também em lágrimas, nada de passado, apenas esse silêncio frio e gradeado. Eu absorvida e invadida por essa solidão gelada, onde uma imensa onda inunda-me, enchendo-me vazio, vazio, vazio.
Ao amanhecer descobri que qualquer coisa dentro de mim havia despertado, algo que parecia há muito sepultado. Senti um calor percorrer-me e um estranho sufocar na alma. A fúria de velhos sentimentos mortos, parece novamente em mim ressucitada. Sentimentos. A carícia de um olhar me despertou..."
Fragmento de "O diário de Moira - Deus no Hospício
Alessandro Palmeira
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
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